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AS AVENTURA DE PI

Yann Martel

Olá pessoal, Gostaria de vir aqui falar um pouquinho sobre esse livro que tem gerado tanta polêmica atualmente. Antes de mais nada eu quero dizer que não li Max e os Felinos do Moacyr Scliar (Ao qual Martel agradece pela ”centelha de vida”) e não venho com essa resenha fazer nenhum tipo de comentário ou explorar o assunto de plágio ok? Venho aqui unicamente compartilhar uma história que mexeu comigo de uma maneira incrível!

O primeiro contato que tive com essa história foi no cinema. Fui assistir ao filme com uma amiga e quando saímos da sala minha amiga perguntou se estava tudo bem comigo. A história desse livro pegou-me tão desprevenido que fiz o percurso todo do cinema até em casa calado, assimilando tudo que acompanhei na tela cinema. Posso dizer logo de cara que a adaptação cinematográfica ficou muito boa (apesar de terem sido cortadas algumas partes das quais gostei)

O livro nos conta a história de Pi, Um jovem de 16 anos, membro de uma família indiana e dona de um zoológico, que inicia a narrativa nos apresentado todos os aspectos de sua vida entre os animais e a sua relação com a religiosidade, a qual é bastante peculiar.

O drama do enredo tem início quando o navio em que Piscine, sua família e seus animais se encontram, afunda e Pi passa a lutar por sua sobrevivência à deriva no oceano tendo como única companhia um Tigre de bengala.  Passamos então a fazer companhia a esses personagens em suas aventuras e dificuldades até sua salvação.

A história se apresenta como a transcrição da narrativa de Pi pelo seu “ouvinte”. Dividido em três partes, e escritos de forma simples e objetiva a obra é daquelas que te rapta do sofá e te põe sentado dentro do bote a fazer companhia para os personagens. A narrativa não possui um ritmo intenso, mas mantém uma velocidade confortável e constante que nos mantém presos à leitura (apesar de achar que o livro poderia ser mais sucinto em alguns pontos).

Outra coisa que gostei muito foi do impacto brusco ao qual nos deparamos durante a leitura. Ao longo de todo o livro nos vamos acostumando com a narrativa tranquila e constante de sua rotina, seja com a sua família no início do livro, ou o período de sua sobrevivência no mar, que quando percebemos a realidade do que que estamos lendo, somos pegos com o coração na mão.

É incontestável a beleza da história que Yann Martel nos conta e este livro me fez lembrar do por que amo ler: adoro quando o livro fala de maneira tão forte com você a ponto de ser necessário parar durante um tempo e absorver sua história. Adoro como um livro parece ser dono de uma alma tão palpável quanto a sua própria e como mexe de modo tão emocionante com alguém, mesmo sabendo que a história não passa de ficção. As Aventuras de Pi, apesar de todas as controvérsias, entra, com certeza, na minha lista de livros preferidos.

 
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Publicado por em 1 de maio de 2013 em Resenha

 

Tirando do Baú #1: O PERFUME – A História de Um Assassino

Olá pessoal! Venho aqui hoje para iniciar um projeto diferente. Vou chamá-lo de TIRANDO DO BAÚ. Aí você me pergunta: “ Que história é esse Dener?”

Aí eu respondo: A ideia surgiu já faz um tempinho, mas resolvi botar em prática depois de um comentário no qual me pediram para resenhar um livro que eu já havia lido há muito tempo! A ideia consiste em uma vez por semana resenhar um livro antigo da minha estante.

Como eu tenho muitos livros lidos antes da criação do blog e do vlog resolvi criar esse projeto, assim, mesmo que eu não leia nada no mês (o que dificilmente acontece) eu vou ter algo para vocês. Porém, é preciso salientar que, pelo fato de eu já ter lido o livro ha algum tempo as resenhas, provavelmente serão mais superficiais que o normal.

Ok. Vamos começar?

O PERFUME

A História de Um Assassino

 

Patrick Suskind

Publicado inicialmente em 1985, o livro de estreia de Patrick foi um sucesso de vendas ajudando a deslanchar a carreira de seu escritor que, antes disso, apenas escrevia roteiro para televisão, tornando-o mundialmente famoso.

O livro nos conta a peculiar história de Jean-Baptiste Grenouille, um órfão que nasceu na podre Paris do séc XVIII. Sendo criado sem família e peregrinando por vários orfanatos, Grenouille possuía uma particularidade: possuía um olfato super desenvolvido.

Desde criança conseguia sentir o aroma de qualquer coisa a grande distância e logo percebeu que ele mesmo não possuía nenhum, fazendo com que transitasse sem que fosse notado por ninguém.

A história se desenvolve a partir do momento em que Grenouille aprende a arte de extrair o aroma de plantas e flores e passa a criar perfumes que o tornam perceptível para as outras pessoas. Concomitantemente percebe que é capaz de manipular a reação das pessoas com relação a si mesmo simplesmente alternando a fragrância que usa.

O autor parte da seguinte premissa:

“…as pessoas podiam fechar os olhos diante da grandeza, do assustador, da beleza, e podiam tapar os ouvidos diante da melodia ou de palavras sedutoras. Mas não podiam escapar ao aroma. Pois o aroma é um irmão da respiração. Com esta, ele penetra nas pessoas, elas não podem escapar-lhe caso queiram viver. E bem para dentro delas é que vai o aroma, diretamente para o coração, distinguindo lá categoricamente entre tração e menosprezo, nojo e prazer, amor e ódio. Quem dominasse os odores dominaria o coração das pessoas”

Partindo desse princípio Grenouille parte em busca de um perfume perfeito capaz de despertar a amor das pessoas usando uma matéria prima, no mínimo peculiar.

O livro é extremamente original, possui uma narrativa gostosa de ser lida e contínua, devido à quietude do personagem principal o livro possui poucos diálogos, tornando a narrativa ainda mais simples e apreciável.

Porém devo alertar: O Perfume é um livro para se amar ou odiar. Deve ser lido com a mente bem aberta, pois trás uma história totalmente nova, com um pezinho no fantástico culminando com um final que pode espantar a muitos, portanto, devore-o e venha me dizer o que achou dele ok?

Totalmente recomentado, este livro é uma das minhas histórias preferidas e até hoje não encontrei nada que o barrasse em originalidade e inovação.

 PERFEITO!

 
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Publicado por em 30 de abril de 2013 em Sem categoria

 

O CORAÇÃO DAS TREVAS

Józef Teodor Konrad Korzeniowski

O livro foi publicado inicialmente em 1902 e é a obra mais aclamada do autor. Este, dentre vários outros romances, novelas e contos, foi o responsável pelo seu reconhecimento como escritor. Jósef Konrad trabalhou durante dezesseis anos como marinheiro, tirando daí sua pesquisa e plano de fundo para várias histórias, inclusive O Coração das Trevas.

Esta obra conta-nos uma aventura de Marlow. O personagem principal está sentado no convés de um navio apreciando o sol poente com os amigos e passa a narrar para eles, e consequentemente para o leitor, um fato que ocorreu no seu passado.

Sua história apresenta um período de sua vida em que trabalhou em um barco a vapor para uma companhia de comércio e extração de marfim. O autor passa então a explorar um cenário totalmente desolador e uma realidade revoltante caracterizada pelos maus trados e trabalho escravo, além de apresentar personagens diversos cada um responsável por extrair do leitor um sentimento diferente.

O livro é narrado em primeira pessoa e como explora a narrativa do personagem principal, a obra possui pouquíssimos diálogos, tornando o livro fluído e de fácil leitura, o que é auxiliado pelo vocabulário simples. Ao mesmo tempo, o livro possui um nível de detalhamento e profundidade que beira uma obra de arte. As descrições do autor das paisagens e a análise feita dos sentimentos e aflições vividos pelo personagem são feitas de tal maneira que temos a impressão de estarmos lendo uma poesia. Atrelado a isso temos um livro de poucas páginas que se torna impossível de deixar de lado. Você o devorará de uma bocada só!

A obra pinta um quadro que nos permite várias reflexões e somos capazes de perceber claramente a crítica do autor quanto às atitudes humanas. Infelizmente terminei o livro com uma sensação de que deixei passar algo. O livro deve ser e relido, mas de antemão posso indicar de olhos fechados O Coração das Trevas!

LEITURA OBRIGATÓRIA!

 
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Publicado por em 30 de abril de 2013 em Sem categoria

 

O SOL É PARA TODOS

Harper Lee

Primeiro e único livro da autora, O Sol é Para Todos foi lançado inicialmente em 11 de julho de 1960 e, no ano posterior, ganhou o prêmio Pulitzer devido á sua escrita e abordagem do tema da segregação racial nos Estados Unidos.

O livro de Harper Lee é considerado um clássico e está para os norte-americanos assim como Dom Casmurro está para o Brasil. Nas escolas de lá, O Sol é Para Todos é leitura obrigatória nas escolas e por isso é muito comum encontrar referências a esse livro em várias outras obras, sejam elas literárias, como em As Vantagens de Ser Invisível e Um Dia; sejam cinematográficas, como no filme Professora sem Classe (que não recomendo a ninguém, diga-se de passagem) uma vez que em todas essas obras narram eventos que se passam naquela região.

O livro se passa em uma interiorana e pacata cidadezinha do Alabama e nos apresenta a vida de Scout, Jem e Atticus, família branca e popular da região. A história inicia com a apresentação do cotidiano das crianças, ambas com idades em torno de 10 anos, suas brincadeiras, a convivência com os outros moradores da cidade e a relação com um vizinho misterioso. O gancho principal da narrativa se dá com início de um julgamento em que Atticus, que é advogado, é selecionado para atuar na defesa de um negro acusado de estuprar uma moça branca. Devido a isso, Atticus, branco e popular na cidade, passa a ser alvo de preconceitos gerando muito rebuliço entre a população.

Por ser narrado em primeira pessoa por Scout, o livro possui uma narrativa leve e vocabulário simples, ao mesmo tempo em que, apesar de não possuir um ritmo acelerado, o livro mantém uma velocidade constante que consegue manter a atenção do leitor de forma prazerosa garantindo uma leitura fácil.

Os questionamento e análise desse período da história também são pontos de grande atração na obra. De forma simples e clara a autora consegue explorar os sentimentos do leitor com relação a este momento sombrio fazendo uso de vários trechos que nos permitem a reflexão:

“(Refiro-me) Ao punhado de pessoas dessa cidade que acha que a justiça não é privilégio dos brancos, ao punhado de pessoas que acha que todos merecem um julgamento justo; ao punhado de pessoas que tem suficiente humildade para pensar ao ver um negro: “Poderia ser eu, não fosse pela bondade divina (…)” Ao punhado de pessoas com boa formação, eis a quem eu me refiro.”

Outro ponto muito interessante é que vemos todo esse plano de fundo sério e pesado, que foi a segregação racial, através de olhos inocentes que nem sempre sabem o que está acontecendo. Assim como no livro O Menino do Pijama Listrado, de John Boyne, em O Sol é Para Todos faz-se necessário a interpretação do leitor sobre os acontecimentos vistos pelos olhos de Scout. O seu desconhecimento da real situação nos proporciona um ponto de vista totalmente inusitado e, em alguns casos, emocionante.

Em contrapartida, o livro, que possui 316 páginas, poderia ser resumido pela metade. O início da obra, que relata a relação das crianças com o vizinho misterioso, passa a sensação de despropósito. A pesar de no final ficar claro qual foi o objetivo da autora eu, ainda assim, considerei desnecessário e vago, uma vez que houve uma introdução de 150 páginas para recebermos uma explicação de apenas uma, tendo como único objetivo, a meu ver, ampliar a abrangência da mensagem que o livro deixa.

Outro ponto que me incomodou foram os personagens. Por abranger uma cidade inteira existe uma grande variedade de personagens, porém, acredito que a autora não os explorou muito bem os deixando muito vagos e não consegui imaginá-los de forma muito clara. Apenas os cinco personagens principais; Atticus (o pai), Jem (o irmão mais velho), Scout (a narradora), Dill (o amigo) e Calpurnia (a negra que trabalha na casa), conseguem se fazer um pouco mais palpáveis, uma vez que o restante dos personagens não conseguem se sobressair. Talvez essa descaracterização dos outros personagens tenha sido feita de forma proposital, com o objetivo de demonstrar a familiaridade, semelhança e proximidade entre todos os moradores da cidadezinha, mas, seja como for, isso me incomodou. Em contrapartido, Atticus entrou para minha lista de personagens literários favoritos!

Para finalizar, posso dizer que o livro é muito bom e recomento para qualquer um que se sinta atraído por esse tipo de temática. Fui agradavelmente surpreendido, pois, depois de tantas referências e citações sobre esse livro, esperava por uma obra mais densa, pesada e crua, talvez teria gostado mais do livro se tivesse sido esse o caso, mas ainda assim a forma simples e pura como o tema foi abordado foi muito bem desenvolvida. Dou três estrelas para o livro e a recomendação à todos.

 
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Publicado por em 20 de abril de 2013 em Sem categoria

 

UM DIA

David Nicholls

Um dia se apresenta como um livro com premissa simples e direta que se desenvolve ao longo de 410 páginas. Ele narra a história de Emma e Dexter, um casal meio às avessas cuja história é contada de forma bastante peculiar. O livro chegou ao Brasil com o selo da editora intrínseca com tradução de Claudio Carina. Em dezembro de 2011 foi lançada a adaptação cinematográfica estrelada por Anne Hathaway e Jim Sturgess.

O livro conta a história de dois amigos que terminam a universidade de antropologia e comemoram o último dia da universidade juntos e se despedem na manhã anterior, quando tomam rumos diferentes em suas vidas. A obra se desenrola com a apresentação dos acontecimentos do dia 15 de julho ao longo dos anos. Devido a esta estruturação cronológica o livro mantém a curiosidade do leitor com relação ao hiato de tempo que fica perdido entre um capítulo e outro aguçando a curiosidade sobre o que aquele dia representa para Emma e Dexter, além disso serve para expor claramente o amadurecimento da história e dos personagens ao longo do livro, o qual inicia com uma Emma depressiva crônica e um Dexter rebelde sem causa. (parte do livro que, confesso, quase me faz abandoná-lo por achá-lo muito superficial, porém, ao longo da leitura, entendi que isso serviu para deixar mais claro a evolução, ou regressão, dos protagonistas ao longo dos anos.

O livro possui uma narrativa simples e direta que torna fácil a imersão dentro da história. O desenvolvimento das personagens também é feito de forma impecável: Emma e Dexter são o tipo de pessoas que facilmente podem ser encontradas em nosso cotidiano e a realidade em que eles se encontram é totalmente familiar à maioria das pessoas, sejam as dificuldades de começar a vida adulta, seja uma paixonite pela sua melhor amiga (=D)

Apesar de a reimpressão possuir a capa do filme transmitir uma ideia melosa, devido á foto do casal protagonista se beijando, o que não acontece com a primeira impressão, a história não pode ser caracterizada por tal adjetivo. Mesmo sendo classificado como um romance o livro passa longe daquela seleção de obras tediosas, água com açúcar e extremamente contraindicados para diabéticos. Um dia é jovial, e interessante. Apesar de esse tipo de livro não fazer parte do meu gênero preferido de leitura acabou sendo agradável. Devido ao fato de já ter assistido ao filme antes de ler ao livro eu já sabia o que esperar do final, então o clímax não foi novidade para mim, mas acredito que alguém que leia o livro no escuro, será surpreendido no final.

Posso dizer que esse não vai ser um livro que irá levantar grandes questionamentos morais ou que irá gerar profundas reflexões, mas é um livro agradável, simples e direto em seu propósito, com uma premissa diferente que serve perfeitamente bem para passar o tempo e espairecer a mente durante as férias. Recomendo.

 
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Publicado por em 15 de abril de 2013 em Sem categoria

 

SOB A REDOMA

Stephen King

Escrito pelo mestre do terror, Sob a redoma foi idealizado inicialmente em 1976, logo constatamos o total desvinculo com a história do filme dos Simpsons lançado apenas em 2007 (comentários que venho encontrado em alguns textos referentes a esse livro). Desenvolvido sob minuciosa e vasta pesquisa com relação a efeitos climáticos, mísseis, metanfetamina, etc. o livro usa a redoma como plano de fundo e enfoca as atitudes humanas.

Vamos nos situar no livro então: Sob a Redoma conta história de uma pequena e pacata cidade chamada Chester`s Mill. Num belo dia inúmeros acidentes acontecem simultaneamente: uma marmota é cortada ao meio, um veado é decapitado, um caro bate no vazio, um avião explode, uma mulher tem o braço guilhotinado pelo ar, etc… este foi o dia em que a redoma caiu sobre a cidade. A partir de então ninguém entra e ninguém sai, chuva e vento são filtrados tornando o ambiente dentro da redoma cada vez mais intolerável. Ao longo do primeiro dias inúmeras crianças dentro da redoma passam a sofrer convulsões e a ter visões do futuro dentro da cidade, fatos que aumentam ainda mais o mistério que envolve o livro. A partir de então acompanhamos a vida de todos os habitantes dessa redoma e como as atitudes deles influenciam em seu futuro dentro desse ambiente hostil. Durante o livro vamos descobrindo os segredos da redoma, de onde ela veio e quais são os responsáveis.

Como não poderia deixar de ser em se tratando de um livro de Stephen King, existem muitos trechos pesados e sanguinolentos e cenas de sexo que podem incomodar alguns leitores, porém, acho que esse tom mais pesado empresta ao romance uma face mais séria que tira o enfoque do cenário fantasioso emprestado pela redoma.

Por se tratar de um livro que conta a história de uma cidade inteira, a obra é inundada por incontáveis personagens. Iniciei o livro com receio de não conseguir me familiarizar com todos eles, porém a escrita inteligente e descrições claras nos mantém em sintonia com todos os moradores de Chesters`s Mill fazendo com que nos afeiçoemos a alguns e queiramos esganar com a próprias mão outros.

Mis um ponto importante da obra é a narrativa intensa que não desacelera em nenhum momento ao longo de todas as 950 páginas do romance. O ritmo do livro o torna bastante difícil de largar antes do final. Stephen King termina cada capítulo com um gancho que te fisga e arrasta para o próximo capítulo sempre mantendo o mistério vivo. Usando as palavras do próprio autor: “Tentei escrever um livro que mantivesse o pedal no fundo o tempo todo”

Para finalizar a resenha gostaria de fazer uma análise do final. Não se preocupem, vou abster-me de spoiler, mas gostaria de convidar você, leitor, que já leu o livro, ou que não se incomoda de saber seu final antes de tê-lo lido, a assistir ao vídeo-resenha no canal do youtube no qual eu comento o que achei do final e abro um espaço para discussão sobre as interpretações feitas sobre isso. Só o que falarei aqui é que encarei este livro como uma grande alegoria para algo maior. Por favor, participem da discussão!

Só o que me resta dizer é que estes foram os oitenta reais mais bem gastos até então. Ótimo livro e recomento a todos!

PS: Sob a Redoma teve seus direitos comprados e virará uma série de televisão sob a direção de Steven Spielberg!  lol lol lol lol lol

 
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Publicado por em 13 de abril de 2013 em Sem categoria

 

O PRÍNCIPE DA NÉVOA

Carlos Zuíz Zafón

Do mesmo autor de A Sombra do Vento e O Jogo do Anjo (ambos já tendo sido resenhados aqui no blog) O príncipe da névoa foi o primeiro livro publicado pelo autor após ganhar um concurso de literatura juvenil. Lançado no Brasil somente agora pela Suma de Letras, O Príncipe da Névoa é o primeiro de uma série de romances juvenis junto com O Palácio da Meia-Noite, As Luzes de Setembro e Marina, tendo somente o último com tradução brasileira. Conforme o próprio autor explica na nota inicial do livro, esta obra é classificada como juvenil porém, Zafón acredita numa escrita que não se restringe a apenas uma faixa etária. “No caso de O Príncipe da Névoa, na falta de outras referências, resolvi escrever um romance que teria gostado de ler quando tinha 13, 14 anos, mas que continuasse a me interessar também aos 23, 43 ou 83.”

O romance é bem pequeno, além de ter sido impresso naquele formato menor, ele possui apenas 180 páginas que tornam possível sua leitura praticamente de uma tacada só, principalmente pelo fato da história impossibilitar largar o livro antes do fim. Capa e tradução ficaram a cargo de Ventura Design e Eliana Aguiar, respectivamente.

Agora, quanto ao enredo: o livro narra a história de Max e sua família que saem de sua casa na cidade para uma cidadezinha periférica fugindo dos tempos de guerra. Eles se mudam para uma antiga casa de madeira que pertenceu a uma personalidade já falecida conhecida da cidade. O gancho principal da história começa quando Max explora um jardim de estátuas de tema circense nos fundos da casa e lá encontra um símbolo entalhado na base de uma estátua de palhaço. O mistério se aprofunda quando este símbolo aparece na bandeira de um navio naufragado, cujo único sobrevivente é o avô do novo amigo do Max, e em algumas filmagens caseiras encontradas na garagem da casa. A partir de então, Max, seu amigo e sua irmã se veem presos num mistério do passado que promete destruir seus futuros caso não seja impedido.

Tal como dito pelo autor, em comparação com seus outros livros, O Príncipe da névoa realmente não possui o tom mais maduro dos outros. Apesar de todos manterem algumas características fantasiosas a sensação ao ler sua última obra é que seu cerne é menos profundo, complexo e maduro. Talvez isso seja o responsável por caracterizar o livro como juvenil, porém não concordo com o autor quando diz que leitores de todas as idades se interessariam pelo seu livro, o que acontece com A Sombra do Vento e O Jogo do Anjo, por exemplo.

Apesar de, quando posto ao lado de suas outras obras, não ter me encantado tanto com seu último livro ainda acho que O Príncipe da Névoa merece ser lido. Afinal, estamos falando de Carloz Ruíz Zafón que comprova mais uma vez sua poeticidade, ritmo intenso e capacidade de criar histórias arrebatadoras, lindas, emocionantes e envolventes. Indico a todos não só o Príncipe da névoa, mas também todos os outros livros deste autor que de forma tão prazerosa vem me acompanhando ao longo de minha vida como leitor.

 
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Publicado por em 13 de abril de 2013 em Sem categoria

 
 
Isaac Sabe!

Seja o Newton, o Asimov ou o seu Isaac da esquina.. ele sabe!