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Vampiros?

09 mar

Olá pessoal!! O post de hoje é para falar de algumas coisas diversas: Eu terminei meu primeiro livro pelo aplicativo Kobo no celular e vim aqui falar como foi minha experiência. O livro lido foi Entrevista com Vampiro, vou fazer a resenha e também uma comparação dos tipos de vampiro literários que eu já conheci e depois apontar os diferentes olhares dos autores quanto aos vampiros. Então vamos lá??

         O livro entrevista com o Vampiro, da autora norte-americana Anne Rice, conta a história do vampiro Louis, que ao longo de todo o livro vai contando toda o seu passado, desde a vida humana até chegarmos ao tempo presente do livro, que é a entrevista. Relata-nos a convivência com seu vampiro criador, Lestat, a vida com uma criança vampira criada para lhe fazer companhia e como ele lida com a imortalidade e as questões morais que a acompanham.

         Os vampiros criados por Anne Rice espelham-se na clássica lenda do ser mitológico: Não podem entrar em contato com a luz do sol, possuem pele branca e fria (apesar de ficarem corados e quentes após beber sangue), dormem em caixões, são violentos (apesar das questões morais do personagem principal), porém eles não sofrem em contato com alho e crucifixos e possuem reflexo no espelho.

        Quanto à transformação em vampiro, ela acontece quando um humano tem seu sangue sugado quase até a morte, logo em seguida o vampiro corta o próprio pulso e oferece para o humano beber o que, instantaneamente, o torna em vampiro, seguido apenas de uma perturbação devido à morte da humanidade do corpo de vampiro.

          Algo que me chamou a atenção neste livro foram os questionamentos quanto à própria natureza levantados por Louis. O fato de sentir necessidade física de tirar a vida de outro ser humano o escandaliza e preocupa. Ao longo de todo o livro observamos todas as reflexões do personagem quanto a o que significa ser mal, quais são os limites da maldade e se o fato de ter que matar para viver o torna uma pessoa má. A maioria desses questionamentos internos de Louis são dúvidas quanto à sua nova vida vampira, mas muitas delas podem ser traduzidas para nosso cotidiano e reflexões pessoais que nos permitem uma análise e percepção dos extremos das atitudes humanas. Porém, ao longo do tempo suas lamúrias e dúvidas acabam se tornando repetitivas dando ao livro um ritmo mais devagar e monótono.

Outro ponto que pode contribuir para a dificuldade da leitura é o tempo utilizado na narração. Pelo fato de o narrador do livro estar sendo entrevistado, é muito comum ficarmos perdidos quanto ao tempo em que Louis está falando: se ele está se referindo ao passado ou ao presente. Esta delimitação não é feita de forma muito clara, mas não é algo que prejudique o entendimento da história.

          De modo geral devo confessar que esperava mais. Pelo nível de reconhecimento que este livro tem não achei nada demais. Mas como eu andava lendo coisas muito sérias e queria um livro mais bobinho para espairecer ele serviu aos seus propósitos!

         O Turno da Noite é uma série vampiresca escrita pelo autor brasileiro André Vianco e se divide em três volumes: Os Filhos de Sétimo, Revelações e O Livro de Jó. Os livros possuem capas muito bonitas que mostram áreas das cidades de Rio e São Paulo como a catedral da Sé, o Bondinho, O Cristo Redentor, Maracanã etc…

          O diferencial de seus livros é que aqui, o trio principal foi criado por um vampiro ancião de São Paulo e treinados por ele a fim de combater o crime organizado! Além disso, André Vianco acrescenta o folclore brasileiro entremeando aparições do Curupira. Tem até uma vampira negra do tempo da escravidão.

          Nos outros pontos os vampiros mantêm as mesmas características: bebem sangue, têm aversão à luz do sol, etc., porém não dormem em caixões.

          Quanto à série Crepúsculo, creio não ser necessário falar muito sobre ela. É um romance em que uma humana e um vampiro se apaixonam. O diferencial do livro é a versão nova dos vampiros criada pela autora Stephenie Meyer.

          O que seus vampiros têm em comum com a mitologia clássica é a imortalidade, a pele branca e a necessidade de beber sangue. Porém as diferenças são inúmeras: Eles não morrem ao entrar em contato com o sol, mas sua pele brilha ao contato direto com luz solar, são muito rápidos, fortes, não dormem e cada vampiro possui um poder característico (como a leitura de mentes, visão do futuro etc.)

          O processo de transformação se dá simplesmente pela mordida do vampiro. O humano infectado passa alguns dias num doloroso processo de transformação até se tornam um deles.

          Eu gosto bastante dessa nova interpretação vampiresca criada pela autora, o que me incomoda um pouco é a história criada em cima disso. ;D

        A passagem é o primeiro livro de uma trilogia escrita pelo autor inglês Justin Cronim e seu diferencial é que não é EXATAMENTE uma história de vampiros.

     O livro nos conta a história de um secreto teste militar. O governo americano recolhe condenados a morte e os usa como cobaias que são infectados por um vírus modificado em laboratório cujos “efeitos colaterais” é dar ao homem características vampirescas.

        Os vampiros de Cronim só agem à noite, porém também sente aversão à luz artificial. Também bebem sangue, são incrivelmente rápidos e fortes, mas não possuem a beleza etérea que os caracteriza nos outros livros. Neste,o os vampiros são uma ameaça à humanidade que pode ser infectada pela mordida.

Já foi lançado o segundo livro no Brasil e aguardamos o lançamento do filme.

         E por fim a Série House of Night, escrita por P.C Cast e Cristin Cast, que são mãe e filha, que nos apresentam a história de Zoey e uma concepção totalmente nova quanto aos vampiros.

         Esta é a série que traz mais novidades ao mundo literário vampiresco (apesar de eu não ter gostado da história e abandonado a série): Neste livro todos sabem da existência dos vampiros, os quais possuem uma marca de lua na testa e convivem junto aos humanos. Zoey é marcada por um vampiro para se tornar uma deles. Ela então é obrigada a ir para a House of Night, que é a escola para a qual os escolhidos vão passar o período de adaptação e ver se o corpo humano aceitará o vampirismo (caso contrário, a pessoa morre).

        Quando o processo de transformação não está completo eles não bebem sangue, não tem problemas com o sol (apesar de só terem aulas a noite e madrugada para irem se acostumando caso virem vampiros mesmo), não dormem em caixões, não são repelidos por nenhum dos elementos comuns.

        O seu maior diferencial, além da forma como se transformam em vampiro, é o que acontece quando um vampiro suga o sangue de um humano. Neste caso o humano não se transforma, mas se torna obcecado pelo vampiro que se alimentou com seu sangue, funciona quase como uma poção do amor… O ato de sugar o sangue do pescoço é algo extremamente sexual nestes livros, Quando isso acontece ambos sentem uma espécie de orgasmo. Interessante não?

E agora vamos para as minhas impressões de leitura do aplicativo Kobo:

Fiquei muito feliz por ter adquirido esse aplicativo e fiz um post só falando sobre seu funcionamento, caso se interesse o link é esse: https://meuvicioporlivros.wordpress.com/2013/03/02/compartilhando-experiencias/. E venho aqui falar como foi minha leitura.

O que mais me surpreendeu foi o conforto ao ler no celular. Eu já havia tentado ler e-book pelo computador, mas foi uma experiência péssima para mim: minha cabeça quase explode e meus olhos queimavam! E eu achei que fosse acontecer o mesmo nesse caso. Mas foi bem ao contrário. Acho que as configurações de leitura disponíveis auxiliam no conforto do leitor, e muito.

Também tem a questão da economia que uma vez que você consegue encontrar livros grátis é só fazer o download que está na mão.

Outra coisa que achei muito bacana foi a interação do aplicativo com o leitor. Ao longo de sua leitura você recebe vários prêmios. É coisa bobinha, mas é legal. São coisas como Prêmio Dormindo Até Mais Tarde (“Nós sabemos que você não apertou o botão soneca! Você leu cinco vezes entre as 9h e 12h”), Prêmio Melhor na Cama (“Tudo é melhor na cama, incluindo a leitura. Você leu cinco vezes durante a hora de dormir: 22h-00h”).

De modo geral eu super recomendo o aplicativo, mas volto a dizer que NADA substitui o livro físico. Quando contei para minha mãe que tinha esse aplicativo no celular ela disse “Que bom! Agora você não vai mais precisar comprar livros!”

Eu só fiz foi dar risada. ;D

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1 comentário

Publicado por em 9 de março de 2013 em Resenha

 

Uma resposta para “Vampiros?

  1. Lulu

    18 de março de 2013 at 22:29

    Os vampiros de Anne Rice são espetaculares, sensuais, poderosos, inteligentes, afloram sua principal característica quando se tornam bebedores de sangue *adoro*. A narrativa de Rice é tão misteriosa quanto sua criatura. Li Entrevista com o Vampiro na adolescência, e assim como Drácula, difícil alguém escrever estórias tão atemporais.

    Dener, legal que você tenha se adaptado bem ao aplicativo do Kobo no celular.

    Doce ilusão dos que pensam que um e-reader ou aplicativo nos impedirá de comprar mais livros, rs.

     

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