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O PRÍNCIPE DA NÉVOA

13 abr

Carlos Zuíz Zafón

Do mesmo autor de A Sombra do Vento e O Jogo do Anjo (ambos já tendo sido resenhados aqui no blog) O príncipe da névoa foi o primeiro livro publicado pelo autor após ganhar um concurso de literatura juvenil. Lançado no Brasil somente agora pela Suma de Letras, O Príncipe da Névoa é o primeiro de uma série de romances juvenis junto com O Palácio da Meia-Noite, As Luzes de Setembro e Marina, tendo somente o último com tradução brasileira. Conforme o próprio autor explica na nota inicial do livro, esta obra é classificada como juvenil porém, Zafón acredita numa escrita que não se restringe a apenas uma faixa etária. “No caso de O Príncipe da Névoa, na falta de outras referências, resolvi escrever um romance que teria gostado de ler quando tinha 13, 14 anos, mas que continuasse a me interessar também aos 23, 43 ou 83.”

O romance é bem pequeno, além de ter sido impresso naquele formato menor, ele possui apenas 180 páginas que tornam possível sua leitura praticamente de uma tacada só, principalmente pelo fato da história impossibilitar largar o livro antes do fim. Capa e tradução ficaram a cargo de Ventura Design e Eliana Aguiar, respectivamente.

Agora, quanto ao enredo: o livro narra a história de Max e sua família que saem de sua casa na cidade para uma cidadezinha periférica fugindo dos tempos de guerra. Eles se mudam para uma antiga casa de madeira que pertenceu a uma personalidade já falecida conhecida da cidade. O gancho principal da história começa quando Max explora um jardim de estátuas de tema circense nos fundos da casa e lá encontra um símbolo entalhado na base de uma estátua de palhaço. O mistério se aprofunda quando este símbolo aparece na bandeira de um navio naufragado, cujo único sobrevivente é o avô do novo amigo do Max, e em algumas filmagens caseiras encontradas na garagem da casa. A partir de então, Max, seu amigo e sua irmã se veem presos num mistério do passado que promete destruir seus futuros caso não seja impedido.

Tal como dito pelo autor, em comparação com seus outros livros, O Príncipe da névoa realmente não possui o tom mais maduro dos outros. Apesar de todos manterem algumas características fantasiosas a sensação ao ler sua última obra é que seu cerne é menos profundo, complexo e maduro. Talvez isso seja o responsável por caracterizar o livro como juvenil, porém não concordo com o autor quando diz que leitores de todas as idades se interessariam pelo seu livro, o que acontece com A Sombra do Vento e O Jogo do Anjo, por exemplo.

Apesar de, quando posto ao lado de suas outras obras, não ter me encantado tanto com seu último livro ainda acho que O Príncipe da Névoa merece ser lido. Afinal, estamos falando de Carloz Ruíz Zafón que comprova mais uma vez sua poeticidade, ritmo intenso e capacidade de criar histórias arrebatadoras, lindas, emocionantes e envolventes. Indico a todos não só o Príncipe da névoa, mas também todos os outros livros deste autor que de forma tão prazerosa vem me acompanhando ao longo de minha vida como leitor.

 
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Publicado por em 13 de abril de 2013 em Sem categoria

 

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